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O bairro do Rio Vermelho já nasceu famoso. No seu litoral, naufragou Diogo Álvares Côrrea, o Caramuru, provável tripulante de um navio francês. O “morador” mais ilustre do Rio Vermelho foi resgatado pelos tupinambás entre os anos de 1509 e 1511 e batizado com a alcunha “Caramuru”. Duas versões apontam para a origem do apelido: a primeira refere-se ao peixe chamado Caramuru, presente na região, e a segunda a um inusitado acontecido.

 

 

Diogo, com um revólver em punho, atirou em direção a um pássaro, que voava às vistas dos indígenas. Os tupinambás gritaram em coro: “Caramuru! Caramuru!”, que na língua tupi significa “homem do fogo; filho do trovão, dragão saindo do mar”. A partir deste acontecimento, os índios teriam passado a chamá-lo assim. Em reconhecimento, os nativos ofereceram algumas das mais belas filhas da tribo. Catarina Paraguaçu foi a preferida e casou-se com o estrangeiro em 1528, em Paris. O náufrago português tornou-se um dos mais influentes habitantes da colônia, servindo de intermediário entre os indígenas, os comerciantes franceses de pau-brasil e os portugueses das expedições colonizadoras.