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O ar boêmio do Rio Vermelho, suas casas seculares, a forte presença do povo em suas ruas e manifestações, além da beleza natural, sempre atraíram artistas a morarem no bairro. Residem ou já residiram por lá personalidades como o pianista Carlos Lacerda, o jogador de futebol Mica, a cronista Stela Calmon, a musicista Walkyria Knittel, os artistas plásticos Carlos Bastos, Carybé, Jenner Augusto e Mário Cravo, os cantores Caetano Velloso e Gal Costa e, é claro, os escritores Jorge Amado e Zélia Gattai.
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Não há bairro em Salvador que tenha maior fama de boêmio que o Rio Vermelho. Em suas ruas e largos, há sempre uma festa acontecendo, em todos os dias da semana. Aposta certa e segura para a pessoa que quer se divertir. O rock and roll baiano floresceu em seus bares e quase todas as bandas baianas deste estilo se consolidaram em casas de show do bairro. Até hoje, as principais bandas de rock baianas fazem do local o point das tribos roqueiras e da música alternativa.
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O bairro é referido na canção Onde o Rio é mais baiano de Caetano Veloso:
• "E agora estamos aqui / Do outro lado do espelho / Com o coração na mão / Pensando em jamelão no Rio Vermelho".
O bairro concentrou as festas de devoção a Santana e, com a mística da religiosidade afro-descendente, também reuniu o culto a Iemanjá, divindade protetora dos pescadores, ambas com festejos anuais bastante populares na Capital.
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O bairro do Rio Vermelho já nasceu famoso. No seu litoral, naufragou Diogo Álvares Côrrea, o Caramuru, provável tripulante de um navio francês. O “morador” mais ilustre do Rio Vermelho foi resgatado pelos tupinambás entre os anos de 1509 e 1511 e batizado com a alcunha “Caramuru”. Duas versões apontam para a origem do apelido: a primeira refere-se ao peixe chamado Caramuru, presente na região, e a segunda a um inusitado acontecido.
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